Arquivo de Dezembro, 2009

BOAS FESTAS!

Posted: 19/12/2009 in Sem categoria
 
 
 
 
 

Dai um cobertor a quem tem frio
Dai comida a quem tem fome
Dai um abraço a quem tem solidão
Vamos todos numa só oração.
Que não só nesta época de Natal a solidariedade toque nos nossos corações.

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Sugestões de presentes para o Natal:

Para seu inimigo, perdão.

Para um oponente, tolerância.

Para um amigo, seu coração.

Para um cliente, serviço.

Para tudo, caridade.

Para toda criança, um exemplo bom.

Para si, respeito.

 

“Feliz Natal”

 

Que neste NOVO ANO sejamos capazes de diferenciar as coisas boas das ruins

para que possamos estar sempre juntos as novas mudanças,

estando sempre disposto para aprender ALGO NOVO de NOVO e de NOVO…

 

“FELIZ 2010“

 

“Rascunhos & Sentimentos”

 
 

 

 

As cores do prazer!

 

 

Sensações de cores brilhantes

Num tapete de folhas.

Transformadas em cama de prazer

Podem ser flores, amores perfeitos…

Flores do campo

De plumas ou de espuma

O importante mesmo, é sentir.

A melodia do amor

No silêncio… uma vela acesa,

Exala um perfume de jasmim

Pinceladas do prazer

Que é para se cuidar

Com muito carinho.

 

~~~~~~

 

Nos meus sonhos, vejo-te voluptuosa,

Te aproximando felinamente de mim,

Como a ligeireza de uma pluma tu beijas,

Meus lábios depositando um suave beijado molhado.

Devagar fazes ondular o teu corpo,

Como uma serpente contra mim,

Tu me envolves no teu aperto quente

O cheiro do teu ser me maravilha de desejos,

Os mais imaginários, venho acaricio-o

De mil maneiras sobre a tua suave pele,

Tomo-o como um padrão impetuoso e fogoso,

Minhas carícias se deslizam,

Numa doçura danada ao mais inocente,

Há prazeres mais secretos.   Nos tabus que voam,

Perante o desejo amoroso.

E este sonho não cessa!   Não cessa,   não cessa,

Não cessa,   não cessa.

 

 

Mena e Manuel Poéte

 

 

Fotografia: Abarreiros – olhares.com

  

 
 
 

anDANÇAS de PAIXÃO

 

É entre a brisa e o anoitecer

da morna carícia em nossos corpos, suaves toques de seda

em final de tarde

crepúsculo encantado na magia de um deserto penetrando a noite.

Da música sincopada

– expressão gnawa em todo o mistério que antecede o prazer –

aromas de sedução exalados

dos frutos tropicais espalhados pelo tapete berbere.

Das lamparinas emergentes de escuridão

reflectidas em teus olhos brilhando

perdidos na transparência do meu corpo sob véus…

 

Solto o cabelo

em ondulantes movimentos de volúpia aproximando-me

de estendidas mãos

como quem dizendo silenciosa:

Vem, vem comigo inventar esta dança…!

  

Que não sei esta dança tu sabes

que a sei inventar tu acreditas

nas noites e nos dias e nas brumas e nos dedos…

Rasgando os véus

sob os quais te insurges altiva e branca

longe dos conturbados dias que já não os meus

nos socalcos mágicos de te entrever o corpo

intercalando entre o medo e a paixão.

Da serena inquietude dos seios e das tâmaras

e a imponente vontade de te querer

aqui estou despojado

numa absoluta prontidão

remanescente da urgência de um desejo.

 

Da dança em que juntos envolvidos

despidos dos trajes em tapetes cansados de esperar

oiço o crepitar do teu corpo de ânsias soerguido.

Apenas no momento de te refazer mulher

num arredondamento de corpo

em que te aconchego as palavras todas

– as ditas, as não-ditas… até as malditas –

e te circundo e te possuo e me aninho

por entre algumas delas num sussurro de mar

de uma enchente de maré até

que a espuma venha beber em nossos pés…

  

Dança marítima porque ondulante em que me refaço contra ti

para depois de me afastar

– apenas o tempo necessário –

 retornar vigoroso sentindo no cheiro do teu

a plenitude do meu

num desmaio de corpo saciado que espera ainda

o dissolver da tua boca dentro da minha…

  

Vem-te comigo dramática nesta dança de eros

refazer passados vingados no presente

a eternidade que se afigura imediata…!

Vem-te comigo, meu amor

– porque não há longe nem distancia que nos contenha –

de um mundo atávico

cavalgar os sonhos na prontidão de serem habitados

numa insuspeita nudez

de corpos translúcidos

de almas tranquilas

de vida ainda…

  

Deixando cair a noite

assim permanecemos sem definições

enlaçados de plenitude que se quer infinita…

 

Erg Chebbi & Nefertiti

 

Foto: José Manuel Barbosa – http://olhares.aeiou.pt/OlharesComPaixao