Arquivo de Setembro, 2009

 
 
 

Quem és tu meu poeta

 

Quem és tu

Meu poeta virtual

Que escreves com o coração

E vives na ilha da imaginação?

 

Quem és tu

Meu poeta romântico

Que escreves lindos versos,

Mas sonhas com amores diversos!

 

Quem és tu

Meu poeta de ilusões

Que sonhas com belas fantasias

E despertas adormecidas paixões?

 

Quem és tu

Meu poeta sonhador

Que acreditas nas coincidências do destino,

Mas te escondes atrás de poemas de amor!

 

Quem és tu

Meu poeta galanteador

Que escreves doces palavras,

Capazes de curar a mais amarga dor!…

 

Quem sou eu? Perguntas bem!
Tu que tanto me enalteces!
Digo-te: “Não sou ninguém
Se já nem tu me conheces!…”

Eu já te disse porém
Quem sou, e se tu me esqueces,
Eu sofro com teu desdém
Ou quando desapareces!

E afinal quem sou eu,
Poeta que chamas teu
Deixando-me enternecido?

Sou um simples Trovador
Em busca de um grande Amor,
Que de mim se tem escondido!

 

Dina Rodrigues

João Manuel Robinson Crusoe

 

 

 

 

Foto: José d’Almeida & Maria  – Olhares.com

 

 

 

 

 

 

O mar

Ondas e ondas!

Caldeadas de areia fina!

Espuma de maresia!

Ao longe!

Até onde a vista alcança!

Se  solta a poesia sem rima!

Mas com alegria!

O mar me envolve e ensina!

Que não tem principio!

Nem fim!

O oceano da minha esperança!

Nesse vaivém infinito!

Vai a dor solta-se o grito!

Na crista de uma onda revolta!

Em plena tempestade!

Há um abraço!

Que acalenta esse sentimento de cetim!

Puro jasmim!

De uma forte amizade! 

A superfície luzente!

Desse mar!
As pequenas ondas enrugam!

Seu amar!
A brisa suave, enfuna as velas!

Do sonho multicor!
Perco-me nas tuas vagas!

Meu amor!
Seus laços!

Abraços que me prendem!
Sempre, sempre, mais e mais!

Entendem
As rotas de Camões!

Num lenço marcado de brancos!
Amorosos, chorosos!

Meus encantos!··O mar são!

O meu amor perdido!
Encontrando, na vela da caravela!

Seu sentido!
E o pequeno barco!

É o marco perseguido!
Da borrasca calma!

Tempestade serena!

Amigo!
o mar é tudo, o que sinto!

E por dentro me alaga!
Tempera e curte minha alma!

E me salga!
O mar é tudo!

É caldo que serve!

A minha malga!

 

Vitório & Liz

Fotografia: Deviantart

 

 

 

O AMOR QUE NOS UNE

 

Apaixonado, sussurras ao meu ouvido

“Não consigo mais viver sem ti”!

Sinto sobre mim teu olhar enternecido

Como dantes, outro, jamais senti.

 

De felicidade fico paralisada

As palavras somem da minha boca,

Sentindo-me por ti amada.

Eu teus olhos vejo que não são palavras ocas.

 

Nosso amor é imã que nos imanta.

Atrai-nos com força tanta.

Que a tudo vence sem se abalar,

Nada consegue nos separar!

 

Por vezes não quero admitir

Minhas palavras sufocadas na garganta.

Pra não falar do meu sentir

Que a cada dia mais se agiganta.

 

Se ficar sem ter você na minha vida

Na tristeza e solidão definharei.

Só em teus braços quero guarida

 Sei que pra sempre te amarei!

 

Rosangela

 

 

O AMOR QUE NOS UNE

 

…faz-me recordar noites afora

Os sussurros, os teus olhares

Enquanto te espero a volta

A Felicidade me parece tão frágil

Tênue esboço dos nossos momentos

Que se tornam fragmentos

Saudade ocupando o teu lugar

Quando de mim tu demoras

e me sinto definhar

Tua ausência presença por dentro

Vem em mim à vida restaurar

Minha solidão já não é mais a mesma

Ao vazio se fez imune

Pois , nela  existe a espera

De um pro outro gravitar

Força que se de nós apodera

No grande amor que nos une!

                           

Simplesmente Lu…( Maria Lucia)

 

 

Fotografia:Mauricio da Costa Pinelli/olhares,com 

 

 

Duetos

 

Duetos tercetos quartetos, que importa

Se a ideia é, apenas, ás letras dar forma

momentos

dos meus e teus sentimentos

Mas que de alguma forma nos tornam poetas

ou das palavras profetas

Se te falo de amor

Se te falo de paixão

Apenas o lápis dá forma

ao que vai no coração

E se o meu rosto chorou

E se o meu lápis falou

Disso eu tenho a certeza

Foi o meu coração que sangrou.

Há, porém, muita beleza

Nos espinhos do verbo amar

E é sempre sem surpresa

Que neles nos vamos picar!

Sangra o corpo, sofre a mente

E por vezes, certamente

Deixamos o coração chorar.

Erradamente,

Pensamos conseguir suster

Os ímpetos do nosso ser

E, supostamente,

Os sentimentos controlar.

Nada de mais errado!

Se se sofre, por amar

Muito mais se sofre…

Por não se ser amado!

 

Angelina Andrade  Bezungão

Foto: Ddiarte – Olhares.com