Arquivo de Abril, 2009

 

 

O Poeta

O poeta tem o estatuto divino!
Pela produção da sua escrita,
Transporta o seu próprio sonho,
Espécie de sonho acordado,
Alimento pátrio e primordial…
Uma necessidade quase vital,
Reconhecida influência cultural!


O poeta é cronista de mitologia,
De fulminante romantismo,
Que origina a poesia.
Tem a utopia da crítica “persentista”,
Suporte filosófico da sua linguagem,
Rótulo do psicologismo místico,
Por vezes ofensivo, ideologia selvagem.

O poeta escreve a claridade e a evidência,
Caminho onde se perde, destino de Orfeu,
Pela intuição que Deus lhe deu.
Julga os poderosos, ricos e espertos,
Por gestos da sua essência,
Maximizando, os acertos certos.

Ninguém escreve impunemente.
A escrita é de toda a gente,
Estando em toda a parte vigente,
E em parte, em alguma mente.

Pedro Alves Fernandeshtt

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Foto: Luis Miguel Inês ( Olhares.com)

O tema proposto para reflexão durante esta semana:

Sem comunicação não há linguagem e sem linguagem não há comunicação.

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Começou por ser celebrado em 7 de Outubro de 1926 na Catalunha, região semi-autónoma de Espanha,

tendo no ano de 1930, a data, sido trasladada para 23 de Abril. Foi instituída pela Conferência Geral

da UNESCO para prestar tributo aos grandes autores da literatura mundial que nasceram ou morreram neste dia.

É o caso de Cervantes, Shakespeare, Inca Garcilaso de la Vega e Vladimir Nabokov.

 

O dia mundial do livro e do direito de autor é, actualmente celebrado por cerca 100 países.

 

A celebração procura também encorajar as pessoas, especialmente os mais jovens,

“a descobrir o prazer da leitura e a respeitar a obra insubstituível daqueles que contribuíram para o

progresso social e cultural da Humanidade”

 

Todos os anos, a UNESCO nomeia uma cidade que, a nível mundial, serve de palco às celebrações.

A capital mundial do livro 2009 é Beirute.

 

Na Catalunha oferece-se uma rosa a quem compra um livro neste dia.

Nós não temos rosas para lhe oferecer mas,

em jeito de celebração, pedimos-lhe que nos fale do livro da sua vida.

 

 

 

"Rascunhos & Sentimentos"

 

 
 

 

E não deixe de conhecer o Poeta da Semana:

Jojo

"Impossibilidades Possíveis"

 


 
 
 
 
Dizer Adeus
 
 

Quando acabei  de falar

senti uma dentada de tristeza dentro do  meu peito

Fui andando, quase olhei para trás

e pedi que desconsiderasse tudo o que havia feito

Mas não, não se desfaz um ponto final

Não se remove um adeus com um pequeno sinal

 

Eu que pensava que não ia doer

não tinha tempo para saber

E, com o coração disparado

e o passo apressado

ganhei estrada

 

Respirava fundo

chamava a tranquilidade de volta

mas ela não veio

Enquanto me afastava pensei que estava indo embora

de tudo nele

Ele aprisionado na lembrança do que eu

havia sido

 

Ele nem desconfiou que eu também estava triste

talvez se sentisse melhor se soubesse

Mas eu tinha de fazer valer a minha palavra

demorei tanto tempo criando coragem

 

Demorei tanto tempo

desaparafusando aquela gaiola

e

reaprendendo a voar

não havia que voltar atrás

 

JoJo

 

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Foto: Imp Creations

 

O tema proposto para reflexão durante esta semana:

 

Como lidar com o adeus e o começar de novo?

 

 

 

As nossas bodas de prata

 

 

Amo-te e sei que me amas

De uma forma tão calma

Que tem sabor a mel

E vives na mina alma

És o meu amor constante e fiel

 

Um amor, assim,

Que comemorou bodas de prata

É aconchego, é afago

Quando a vida lá fora nos mata

 

Nem tudo foram rosas

Mas o nosso amor já deu fruto

Dele brotaram duas flores muito airosas

 

O nosso amor é inocente e indecente

Tem perfume de flores

Por vezes crepita em chamas

Outras caminha doce docemente

 

O nosso amor é pacífico

Ultrapassa o fogo das paixões

O nosso amor é companheiro

Conforta os nossos corações

 

Lua

 

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Fotografia: Cátia Peixe – Olhares.com  

 

O tema proposto para reflexão durante esta semana:

 

Sugestões para chegar ás bodas de oiro ao ritmo dos nossos dias

 

 

O que  importa?

 

 O que importa:
São as palavras
que nos saiem da garganta
gritos de alegria
de dor ou de
esperança.

Não importam
as palavras perdidas nos beirais
que nos ferem o coração
como corte de punhais.

O que importa:
São as emoções
que nos assaltam de repente
são as amizades
que se cultivam num mundo
tão diferente.

É a liberdade
que se estabelece entre nós
são as memórias que nos transportam
ás lembranças de nossos avós.

Não importam
as palavras que embelezam nosso ego
feitas de brilhos a que facilmente me apego.

O que importa:
São os laços que se fazem nos silêncios
nas palavras não ditas, nas emoções
Quando os nosso dias se tornam mais cinzentos
e a tristeza invade os nossos corações.

É o pára-quedas
que nos impede de cair
nos abismos da nossa existência
são os laços que nos seguram
nas lembranças das nossas reminiscências.

Não importa:
voltar atrás num tempo outrora vivido,
povoado de símbolos agora sem sentido.

O que importa:
É dar-se nem nada pedir em troca
é doar-se em comunhão
é não ter medo das palavras
que saiem da nossa boca
é abrir as mãos em forma de doação.

Ah o que importa!!!
é levar a paz nas
asas de uma pomba branca
é levar o brilho estampado
nos olhos de uma criança.

Ah o que importa!!!
É mesmo seguir em frente
mesmo quando tudo nos empurra
contra a corrente.

São

 

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Fotografia:  Kalila Pinto – Olhares.com  

 

 

Tema proposto para reflexão durante esta semana:

 

 O que são para nós as maiores prioridades.